
É verdade que houveram fases más cá em casa, e que nunca ninguém estava bem. Mas agora as coisas estão a recompor-se, o ambiente está muito melhor, apesar de o "chefe" estar fora do país. Eu valorizo muito a coragem que o meu pai tem em passar tanto tempo fora de casa, para o bem de todos nós, para nos dar uma vida melhor. Admiro e valorizo, porque acredito que não seja fácil, as saudades da filha, da mulher, da mãe, do irmão, da família próxima; acredito que seja doloroso passar dias, semanas e meses sem ultrapassar uma linha telefónica, e sem os olhos cruzarem aquilo que desejam ver. Mas é para o bem de todos, e temos de pensar assim. Um dia serei eu, a fazer os meus sacrifícios, a abdicar das minhas coisas para dar uma vida melhor aos meus filhos, sem nunca esquecer quem me fez crescer. E eu e o meu pai temos uma particularidade, somos iguais, tanto fisicamente como psicologicamente. Estamos sempre a picar um com o outro e temos feitios que muitas vezes chocam e geram momentos menos bons, mas passa.. Sei que a minha adolescência (que ainda não acabou, só acabou a fase do "armário") foi difícil, sempre bruta nas palavras e sem manter uma conversa agradável, mas fez parte do meu crescimento e sei que mudei. É bom agora poder rir, desabafar, ter momentos que serão recordados mais tarde. É bom poder ter a liberdade de dar a conhecer-lhes e conviver com quem me preenche os dias e o coração, e adoro que gostem dele, que falem nele, que brinquem com ele quando o Benfica perde. É bom estar assim, mas será ainda melhor quando voltares pai.
está perfeito. vai passar rapido, vais ver. amo-te
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